Yellowstone National Park
Wyoming/Montana/Idaho, EUA
14 dias - set/2018
 Início

09/09) Las Vegas → Yellowstone

Primeira indicação para a cidade de West Yellowstone, vizinha ao parque

Às 6 da manhã deixávamos o hotel Super 8 na Las Vegas Boulevard em direção ao Yellowstone. À nossa frente, 1250 Km de estrada, cruzando os Estados de Nevada, Arizona, Utah, Idaho e Wyoming. Apesar de cansativa, a viagem transcorreu sem problemas. As estradas em excelentes condições, o trânsito tranquilo e as paisagens diferentes fazem o longo deslocamento ser menos traumático. Optamos pela I-15, caminho mais rápido, e deixamos a rota mais bonita (via 89) para o retorno, quando dividiríamos o trajeto em dois dias. Alcançamos a portaria oeste do Parque às 21:15, após 15 horas de viagem. Em meio a escuridão, notamos fumaça às margens da estrada. Achamos que poderia estar acontecendo algum incêndio florestal. Mas não avistávamos o fogo em lugar nenhum. Percebermos então que se tratava de vapor d'água, em grande volume, emanado por fontes termais. Havíamos chegado ao Yellowstone.

10/09) Yellowstone Fall & Hayden Valley

Estrada nas imediações do Hayden Valley

Nosso primeiro dia no Parque começou com duas tarefas burocráticas a serem resolvidas: fazer o check-in no Canyon Campground (pois a administração já estava fechada quando chegamos no dia anterior) e retirar o permit para nossa primeira travessia, a ser iniciada no dia seguinte. A primeira tarefa foi fácil, mas a segunda nos obrigou a dirigir até a Bay Area. Isso porque o Backcountry Office da Canyon Village já havia encerrado as atividades da temporada nesta data. Não estávamos programando ir tão longe, mas não foi um programa ruim iniciar nossa visita dirigindo às margens do Yellowstone Lake.

Yellowstone Fall

Aproveitamos a passagem pelo Hayden Valley para tirar nossas primeiras fotos dos bisons e visitamos as áreas termais às margens da estrada. Permit retirado, partimos para a grande estrela do dia: A Yellowstone Fall e o grandioso cânion que a abriga. A cachoeira é esplendorosa. Seu volume d'água e sua disposição dentro do cânion são fantásticos. O cânion em si, com suas cores alaranjadas e paredes imponentes já é uma atração imperdível. Visitamos a cachoeira a partir de diferentes mirantes, acessíveis por trilhas curtas, que levam a diferentes ângulos de duas quedas d'água. Um lugar fantástico e uma ótima forma de iniciar a visitação no Parque.

11 – 14/09) Travessia Heart Lake trailhead to South Boundary

Fontes termais na trilha para o Heart Lake

As travessias realizadas foram um dos pontos altos do nosso roteiro. Com um número relativamente reduzido de informações disponíveis durante nossos planejamentos, acabamos fazendo boas escolhas de rotas para as caminhadas longas. Nossa primeira travessia começou muito bem. Passando de carro pelo Hayden Valley nas primeiras horas da manhã, estávamos indo rumo a entrada sul do Parque, onde deixaríamos o carro estacionado no ponto final da travessia. Uma névoa muito baixa e espessa se acumulava nos vales e sobre os espelhos d'água, criando uma paisagem maravilhosa, uma atmosfera mística. A vontade de parar para fotografar foi grande, mas do lado de fora fazia bastante frio e estávamos com horário contado para realizar todo o processo do transfer do final da trilha para o início da caminhada.

Heart Lake visto do Mount Sheridan

Havíamos saído com pressa do acampamento base e estávamos confiando nos córregos sinalizados na carta topográfica para nos abastecer nas primeiras horas de caminhada. Descobrimos que eram córregos sazonais e, já tendo passado o auge do verão, não havia sinal deles. Finalmente, chegamos a um belo córrego, com águas límpidas emanadas por uma fonte de cor azul turquesa. Ponto ótimo para algumas fotos, mas não para saciar nossa sede. Essa primeira experiência sofrida serviu para nos lembrar que estávamos zona de grande atividade termal, onde a água sai quente do solo e com cheiro forte de enxofre. Felizmente, não demorou muito para conseguirmos outro córrego com água potável. Ao final da caminhada, alcançamos às margens do Heart Lake, onde passamos nossa noite com água à vontade.

Amanhecer às margens do Heart Lake

No nosso segundo dia da travessia, deixamos o acampamento montado e partimos para um ataque ao cume do Mount Sheridan, às margens do lago. O visual lá de cima foi muito compensador. Ótima vista do Heart Lake e das florestas de coníferas que se perdem no horizonte. Encontramos ainda algumas áreas com neve acumulada lá em cima. Na descida, um avistamento de um veado nas encostas da montanha e o visual muito bonito do lago ao entardecer. Retornamos para mais uma noite acampados às suas margens.

Terrenos alagados após o Basin Creek Lake

Os dois pernoites às margens lago, a propósito, nos privilegiaram com dois belíssimos amanheceres. Suas águas tranquilas e o silêncio profundo do local, enquanto o sol surgia no horizonte, eram hipnotizantes. Deixamos o lago para mais dois dias de caminhada. Os próximos dias foram marcados pela passagem por amplos descampados, com áreas alagadiças, cortadas por córregos estreitos e sinuosos que renderam belas imagens. Na última noite na travessia, dormimos às margens do Snake River, rio de águas geladas, que atravessaríamos duas vezes no último dia da travessia. A primeira vez bem no início do dia, e a última nos minutos finais antes de chegarmos a entrada sul do Parque, e declararmos concluída com sucesso a primeira travessia na parte selvagem do Yellowstone.

15/09) Grand Prismatic Spring & Old Faithful

Visual da estrada para a Midway Geyser Basin

Nossos planos previam a visita à Grand Prismatic Spring no dia 19, quarta-feira, para evitar ao máximo aglomerações durante a visita a este atrativo procuradíssimo. Porém, acordamos com um belo dia de sol e decidimos aproveitar as condições meteorológicas para garantir os ícones maiores do Parque. Creio que fizemos uma escolha acertada. O local estava cheio, conforme prevíamos, mas a estrutura é tão boa que isso não chegou a ser um problema. Uma mudança de tempo acabou de fato acontecendo nos dias seguintes. Talvez não tivesse chegado a prejudicar esta visita em particular, mas de todo modo, preferimos a opção mais segura.

Foi um dia inesquecível. Ainda na estrada começamos a avistar as colunas de vapor d'água no horizonte, emanadas pela Midway Geyser Basin. Diversos carros no acostamento apreciando aquele cenário único. Nos juntamos a eles para registrar o visual. Seguimos viagem até a região da Grand Prismatic. Logo ao começar a caminhar, fomos recebidos pelos impressionantes Firehole River e Excelsior Geyser. Neste ponto o passeio já teria valido muito a pena, e nem tínhamos avistado a Prismatic Spring. Já tendo visto suas fotografias diversas vezes ao longo da minha vida, eu tinha o receio de me desapontar ao vivo. Muito longe disso. Alcançamos a fonte pela grande passarela que conduz bem às suas margens. Contornamos pouco a pouco a fonte, impressionados com suas cores. Foi um daqueles momentos de, literalmente, se chorar de emoção.

Às margens da Grand Prismatic Spring

Na sequência, seguimos para a trilha que leva ao mirante para visão aérea do local. Mais uma vez, achei que não seria tão impactante quanto às imagens, muitas vezes tratadas, que vimos anteriormente. E novamente nos maravilhamos com a visão daquela preciosidade. Nos debruçamos no corrimão do deck superior e ficamos ali apreciando aquela visão por um bom tempo. Com a sensação de que já tinha valido todo esforço para ter feito essa viagem, tomamos o carro para o Old Faithful, localizado nas proximidades.

Erupção do Old Faithful Geyser

Chegamos no centro de visitantes poucos minutos antes da próxima erupção. A estrutura do local chama a atenção, assim como enorme quantidade de pessoas circulando por ali. As pessoas se reúnem numa grande passarela com banco voltados para o ponto central do geyser, como expectadores em torno de um palco para um grande espetáculo. O geyser começa a dar seus primeiros sinais de atividade e vibramos com a expectativa do momento. Não demora muito até a grande coluna d'água quente se erguer dezenas de metros no ar. Uma visão muito impressionante para fechar um dia memorável no Yellowstone.

16 – 18/09) Travessia Black Canyon of the Yellowstone River

Atravessando o Hellroaring Creek

Enquanto nossa primeira travessia nos conduziu até fronteira sul do Parque, a segunda nos levou pouco além da fronteira norte do Parque, no início da Galatin National Forest. Muitos iniciam esta travessia na Hellroaring trailhead, realizando o percurso em dois dias de caminhada. Para aproveitar mais tempo na parte selvagem do parque, preferimos iniciar o trajeto na Tower Junction trailhead, adicionando um dia inicial de caminhada, que foi consumido percorrendo a parte norte da Garnet Hill Loop Trail, rumo ao Hellroaring Creek. Durante os planejamentos ficamos ansiosos para saber se este dia extra valeria a pena. Achei que foi um dia bastante agradável de caminhada num terreno fácil de ser vencido, com amplos campos verdes, belas vistas do Yellowstone River e travessia da ponte suspensa sobre ele. Sem contar com as aventuras que o pernoite às margens do Hellroaring Creek nos proporcionou.

Uma das seções do Black Canyon of the Yellowstone River

Outra preocupação que tínhamos sobre esta travessia seria a travessia do Hellroaring Creek, pouco antes do nosso primeiro pernoite. Caso o volume estivesse muito grande, precisaríamos adicionar 6 Km de caminhada referentes ao desvio até a ponte. Porém, tirando a água extremamente gelada, não tivemos problemas para atravessá-lo nesta época do ano, com água não superior à metade das nossas canelas. No nosso segundo dia de caminhada fomos presenteados com vistas deslumbrantes do Yellowstone River, sendo cada vez mais constringido pelo relevo às suas margens, até alcançar o cânion que dá nome à Travessia. Dormimos às suas margens, pouco antes das paredes do cânion se fazerem mais imponentes.

Trecho final da aproximação ao Eagle Creek Campground. A estrada já pode ser vista ao fundo.

Foi no terceiro dia de caminhada que as formações mais características do cânion se apresentaram. Foi um dia quente e particularmente desgastante durante a aproximação ao Eagle Creek Campground, ponto final desta travessia. No passado, essa travessia seguia pelas margens do cânion até chegar à cidade de Gardner. Cara McGary (que fez nosso translado) nos contou que, por conta de um grande deslizamento de terra, o trajeto precisou ser desviado. Este desvio incluiu uma subida de 250 metros de desnível, das margens do rio até o platô superior, nos últimos três quilômetros da travessia. O esforço físico foi amenizado pelo lindo visual das montanhas nas redondezas, iluminadas pelo sol do final da tarde. Terminamos o dia cansados e, ao mesmo tempo, com a sensação de ter realizado uma travessia memorável. Um trajeto altamente recomendável.

19/09) Mammoth Hot Springs & Lamar Valley

Rebanho de bisons no Lamar Valley

Visitamos nesta data os atrativos que originalmente estavam previstos para o dia 15, mas que preferimos permutar. Foi um bom dia para descansar das caminhadas, rodando alguns quilômetros de carro. Iniciamos dirigindo até a parte norte do Parque, em direção à área termal de Mammoth. No trajeto, aproveitamos para conhecer a Tower Fall e retirar, na Tower Ranger Station, nosso permit para a terceira travessia. Em Mammoth Hot Springs, além do simpático vilarejo que hoje abriga a sede administrativa do Parque, o principal atrativo são as formações calcárias. Elas possuem diversas formas, tamanhos e cores, abrigando terraços com piscinas e cachoeiras de água quente. Uma visita bem interessante. Havíamos pensado em conhecer também a Petrified Tree, mas não tivemos paciência para buscá-la. Achamos que Mammoth e o Lamar já dariam um bom dia de passeio.

Mammoth Hot Springs

Pensando em maximizar nossas chances de avistar a vida selvagem, reservamos para o final da tarde a passagem pelo Lamar Valley. Percorremos quilômetros de estrada através de um descampado de proporções impressionantes, onde pudemos observar um grande rebanho de bisões. Depois da imersão em duas travessias na parte selvagem do parque, onde tivemos que lidar com estes animais bem de perto, o avistamento a partir da margem da estrada teve uma sensação diferente. Deixou a vontade de mergulhar naquela imensidão, para sentir mais de perto aquele universo. Ainda assim, foi uma visita que valeu muito a pena, em especial para apreciadores da fauna. Quanto mais avançávamos em direção à entrada nordeste do Parque, se descortinava no horizonte uma bela cadeia de montanhas. Fiquei curioso para continuar a exploração, mas já era hora de retornar para o acampamento base.

20/09) Norris Geyser Basin & Madison

Gelo e neve sobre o para-brisa do carro no Canyon Campground

Ainda faltava uma hora para o despertador tocar, mas fomos acordados pelas trovoadas que ecoavam ao longe, interrompendo o silêncio profundo no Canyon Campground. Nesse dia, iniciaríamos nossa terceira travessia no Parque, a Pebble Creek to Slogh Creek. Durante a travessia, faríamos o pernoite em maior altitude da viagem (2860 m), na aproximação para cruzar a Bliss Pass. Os sinais do tempo não eram nada animadores. Não demorou para começarmos a ouvir o gotejar no sobreteto das barracas. Mas não era chuva, estava nevando lá fora.

Porcelain Basin dentro da Norris Geyser Basin

Apesar de diversas vezes já ter me deparado com a neve acumulada no topo das montanhas, essa era a primeira vez que eu presenciava sua precipitação. A alegria dessa experiência se misturava com a imensa frustração de perceber que a terceira travessia da excursão certamente precisaria ser cancelada. Na hora que deveríamos estar em pleno processo de desmontar o acampamento para partir, víamos a neve acumulada sobre as barracas, nas roupas na corda, sobre o chão. O céu fechado, completamente diferente dos dias anteriores, não inspirava um prognóstico positivo. Eu havia realizado a última travessia de sandálias pois minha bota tinha machucado meu calcanhar direito. Andar na chuva, neve, altitude, sem as botas de caminhada não seria uma opção viável.

Norris Geyser Basin

O jeito foi tentar deixar a frustração de lado e partir para uma programação alternativa. Para piorar a sensação de decepção, ainda havia a preocupação com a equipe da In Our Nature, que faria nosso translado a partir de um ponto da estrada. Não tínhamos como nos comunicar com eles a tempo. Infelizmente, os fizemos ficar preocupados e esperando à toa. Nosso destino passou a ser a região termal de Norris, que originalmente estava planejada para o último dia da viagem.

Norris Geyser Basin

Norris é a região termal com as fontes de maiores temperaturas do Yellowstone. Apesar de não ser tão popular quanto outros pontos, achei uma das atrações mais interessantes, perdendo apenas para a Prismatic Spring e ficando na disputa com o Old Faithful pelo segundo lugar. As dimensões da região, a grande quantidade de cores, os vapores da água envolvendo o ambiente proporcionaram visuais fantásticos. Tudo isso reforçado pelo céu escuro no horizonte, que dava um ar ainda mais dramático ao local. Foi uma visita excelente. Completamos o dia seguindo até a Madison Information Station, passando pelos atrativos Artists Paintpots e Gibbon Falls.

21/09) Pelican Valley Trail

Visual da Pelican Valley Trail

Depois de dois dias restritos às estradas e passarelas na parte estruturada do Parque, já estávamos sentindo falta de colocar os pés nas trilhas novamente. Foi necessário improvisar e escolher uma caminhada para cobrir mais um dos três dias em que estaríamos na terceira travessia. Uma forte candidata era a trilha ao cume do Mount Washburn. No entanto, nesta época do ano, ela não seria recomendada por estar sendo frequentada pelos ursos pardos, a procura dos frutos dos Whitebark Pines. Optamos pela Pelican Valley Trail, localizada ao norte do Yellowstone Lake. Essa é uma trilha dentro de uma Bear Management Area extremamente frequentada por ursos pardos, mas pelo menos, sem as contra-indicações claras da Mount Washburn.

Visual da Pelican Valley Trail

Sem as cargueiras nas costas, nessa trilha percorremos a maior distância da viagem: quase 25 Km em um dia. A ideia inicial seria realizar um circuito pelo vale, mas a trilha se mostrou maior do que estimamos. Terminamos por fazer um bate-e-volta até a cabana de madeira que demarca o início da Mist Creek Trail. Se no Lamar Valley não pudemos explorar mais de perto aqueles descampados infestados de bisons, a trilha do Pelican Valley não poupou em encontros com estes animais. Ao longo do percurso, desenvolvido em um vale que parece não terminar jamais, foram diversos momentos que tivemos que lidar com os bisons. Ao menos eles quebravam a monotonia do visual da região: Descampados sem fim, com morros de encostas suaves. Um cenário típico do Yellowstone, ao qual já íamos ficando familiarizados.

22/09) Observation Peak

Cascade Lake visto da trilha ao Observation Peak

Último dia de caminhadas no Yellowstone. Decidimos fazer a trilha para o cume do Observation Peak, uma montanha relativamente próxima ao nosso acampamento base. A trilha tem quase 9 Km ida e volta, vencendo os pouco mais de 400 metros de altura da montanha. Uma caminhada agradável, já com gosto de despedida do Parque. A trilha passa às margens do Cascade Lake e depois, no cume, permite a visão do Grebe Lake e das vastas florestas de coníferas no entorno. Apesar de muito bonito, o visual não é tão interessante quando comparado ao Mount Sheridan. A verdade é que depois de tantas visões surpreendentes dentro do Parque, nossas referências de comparação já estavam bastante elevadas.

23/09) Estrada: Yellowstone → Grand Teton → Soda Springs

Depois de mais uma noite fria no Canyon Campground, desmontamos nossas barracas pela última vez no Yellowstone. Tomamos a estrada rumo à saída sul, que nos levaria ao Grand Teton. Deixamos o Parque bem no final da temporada, último dia de operação de alguns serviços, como o próprio Canyon Campground. Sentimos o Parque mais vazio e as estradas mais movimentadas com a saída dos visitantes. A estrada em direção ao Grand Teton é muito bonita e os primeiros avistamentos da grande cadeia de montanha, ícone deste outro Parque, são emocionantes. Nossa passagem pelo Teton consistiu em algumas paradas nos mirantes na estrada, uma passagem pela Signal Mountain Road, uma parada no Jenny Lake e no Colter Bay Visitor Center. Depois ainda tomamos um trecho da estrada 191 voltando em direção ao Yellowstone, até chegar no mirante do Snake River.

Visual a partir da Signal Mountain, no Grant Teton National Park

Infelizmente, o tempo estava bastante encoberto, prejudicando a visão das montanhas. Mesmo assim, saímos de lá com a certeza de que aquele lugar merecia uma viagem dedicada a explorá-lo. Ao contrário do Yellowstone, com seus amplos descampados, no Teton as montanhas imponentes, escarpadas e decoradas com neve, imperam na paisagem. Para completar, os grandes lagos aos pés das montanhas e a vegetação com cores outonais dão um toque final ao cenário de conto de fadas. Seguimos viagem passando por diversas áreas de preservação da vida silvestre, pela simpática cidade de Jackson, e por áreas rurais intermináveis. A viagem foi bastante rica em paisagens bucólicas, um trecho muito agradável até Soda Springs. Chegamos na nossa cidade de pernoite já anoitecendo. Gostamos do hotel, mas a cidade era extremamente simples, com poucas opções de alimentação, em especial naquele horário. Conseguimos fazer um lanche num Subway e voltamos para o hotel para descansar.

24/09 – 26/09) Soda Springs → Las Vegas → Rio

No dia seguinte continuamos viagem de carro até Las Vegas, fazendo uma parada na REI de Salt Lake City. No dia 25, passeamos por Las Vegas e à noite, embarcamos para a longa viagem de avião de volta ao Rio de Janeiro.

Por: Ângelo Vimeney
Publicado em: 03/06/2019

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